09.11.2016

# Inferno – Resenha, spoilers, criticas… se não quer saber nem entre!

TV e Cinema

Como o título já diz se você não quer saber o desenrolar do filme, pare agora!

Agora se você que assim como eu já assistiu ao filme e principalmente leu o livro segue comigo que a resenha começa agora.

Primeiro quero dizer que eu amo Dan Brown, tipo quando ganhei o primeiro livro “ O código da Vinci” comecei para talvez quem sabe ler o primeiro capitulo em um sábado à noite! E terminei ele as 05 da manhã do domingo, sim people vocês não entenderam errado! Varei a noite, tensa, nervosa, vivendo loucamente com o professor Langdon! Minha sorte foi que foi um sábado, porque em qualquer outro dia eu seria um zumbi no dia seguinte. Literalmente!

Gosto de Dan porque ele mistura fatos reais com fictícios, os detalhes dos lugares são impressionantes, sempre quando leio tenho a dúvida de onde termina a realidade e começa a ficção.

Depois desse preâmbulo abusivo, por isso já peço desculpas vou me ater ao que me fez escrever essa resenha.
Li o livro muito próximo de lançar o filme apesar de tê-lo a um século, mas sabe aquele negócio de ir postergando e nunca começar. Bem, aproveitei que ia lançar o filme e me debrucei em um fim de semana para lê-lo.

Como o Dan sempre permeia pela ciência e religião tinha medo dele se tornar repetitivo, mas ô homem bom na arte de falar da mesma área sobre outra ótica.

Começar o livro sem o processo introdutório do “era uma vez…” é perfeito, tipo você lê duas páginas para se situar no que está acontecendo, primeiro porque começa com um cara sendo perseguido e morrendo em seguida e na sequência aparece o professor em um quarto de hospital acordando desmemoriado e presenciando a morte de um médico, quase sendo morto e sendo salva por uma médica, isso tudo em Florença! Sim people o professor não faz ideia como saiu dos States e você muito menos.

Dan gosta sempre de colocar um personagem feminino, que a meu ver está relacionado com o processo de identificação por parte desse público.

Nesse não é diferente o professor tem um enigma para desvendar com prazo curtíssimo e pessoas o perseguindo. Às vezes me sinto em um filme de Bourne, sabe aquela “eitcha foi por pouco”, “meu coraçãozinho não vai guentar”, “sem or”. Pois é, vários e vários momentos desses!

O nome do livro assim como a estória está baseada no Inferno de Dante e o desenrolar mostra um pouco do livro com seus enigmas como também os lugares por onde Dante esteve e até um pouco da história dele, repito é fantástico como as coisas se confundem parece que você tá descobrindo um segredo que nunca antes na história foi revelada, mas Dan conseguiu trazer o “furo” pra você.

Até aqui nada que o trailer já não tenha te mostrado. Resumo vale muito a pena ler o livro e assistir ao filme, claro! Porém…

Agora vem a parte da crítica e do spoiler REAL!

Qual é a de Hollywood ter que ter um vilão para culpar? Tipo no livro existe a ideia firme e cheia de lógica da superpopulação que assola o mundo e como nós estamos acabando com os recursos naturais e esse bilionário que vem ser o cara que morre no início, quer desenvolver algo que pare com essa multiplicação desenfreada para que os que ficarem possam viver com uma qualidade superior.

Daí nada que uma pessoa com a mente aberta mesmo percebendo a bizarrice da questão não veja uma lógica, apesar de insana.

De Langdon estar com uma possível pista que possa levar ao que esse cara inventou e “parar” a catástrofe criada por ele é o que faz ficarmos tão envolvidos. O filme consegui passar a dinâmica do livro na íntegra, fazendo-nos perceber logo de cara que existia algo que não estava se encaixando, volto na coisa meio Bourne.

O ápice da coisa toda é na descoberta que a personagem feminina era caso amoroso do tal bilionário e que o tempo todo estava com Langdon para garantir o sucesso do projeto do seu amor “mártir”. Ah e é importante deixar claro que essa jovem era super inteligente, nunca achou seu lugar no mundo devido as exclusões que acontecem com a maioria das pessoas que não se encaixam no perfil imposto pela sociedade, gentche vê que geniosidade, Dan conseguiu falar sobre “bulling”. Fiquei caraca!!

Mas voltando foi nesse amor que ela se sentiu parte de algo maior e se entregou por inteiro. Com o desenrolar dessa busca e da parceria desenvolvida com o professor ela começou a perceber que talvez, só talvez não seria interessante eles acabarem com boa parte da população e em um determinado momento depois de revelar para o professor toda a sua participação na estoria e até fugir, eles acabam se reencontrando e ela implora por ajuda ao professor, como que para descobrir qual o seu proposito no mundo.

Em toda a estória você percebe nuances de um possível envolvimento sentimental por parte do professor, coisas que nos outros livros nunca houve. Ah os que estão perseguindo eles são o pessoal da OMS e do grupo hiper-ultra secreto que foi contratado pelo bilionário para desenvolver a tal arma sem ser incomodado pelo pessoal da OMS, depois que ele começou a falar pelos quatro cantos através de palestras sobre o seu intento.

E é ai que o filme peca, a jovem não se redimi ela se separa do professor e segue o plano à risca, ou seja, como na maioria dos filmes precisamos de alguém para culpar e como o bilionário morreu no início do filme, sobrou para ela.
O filme cria uma relação entre Langdon e a “chefe” da OMS que nunca existiu, repito nunca existiu!

E para completar no final de tudo, o massa do livro é que mesmo com essa loucura toda no final a gente descobri que o intento do bilionário foi bem sucedido. O cara liberou um vírus que traria a infertilidade para parte da população, ou seja, um controle de natalidade aleatório.

Achei fantástico, tipo o cara podia ter escolhido uma raça, um grupo especifico pela condição social, mas não caros leitores alguns iriam ser afetados outros não. Independente de qualquer coisa!

E no filme, no filme mais uma vez Hollywood se rende ao herói que quase morre afogado com sua pseudo relação e salva o mundo dessa tragédia e a garota, bem a garota morreu por que o mal tem que se ferrar.

E eu, eu fiquei com a sensação que morri junto com ela. Me desculpem pela franqueza, mas as vezes deixar de ser obvio e seguir à risca o intento do autor do livro é a melhor opção.

Quero deixar claro que vale muito a pena assistir principalmente para quem não leu o livro. Mas que eu fiquei com a sensação que podia ter sido perfeito, ah podia!

Nota – 6161109082219

beijos, Kátia Michelle
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1 comentário
  1. Vinny23/12/2016 - 13:28

    Holy coscine data batman. Lol!

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